Eu sinto, como notas que se desfazem, meu sangue fluindo.
Ele cai por minha boca, enquanto afogo-me no ar,
que tento preservar dentro de mim,
para prender o resto de alma que insiste em deixar-me.
Sufocada na podridão de seus beijos, embriagada do vinho mais barato,
jogada ao chão, como quem se põe na cama coberta da mais pura ceda.
Frio e incomodo, tão quanto seus braços, porém, menos atraentes.
Palpitante, a música de seus berros invade meu ouvido, enlouquecendo-me,
ao mesmo tempo que me faz desejar-te, pondo-se, com seus longos cabelos, sobre mim.
O sangue ainda flui, deixando-me mais branca e vazia.
O ar se torna pouco, mas ainda sinto o frio de sua adaga em minha cabeça.
A alma se desprende cada vez mais, levando de mim nossas tristes lembranças.
Levando você de mim.
O coração parou com uma ultima tentativa de respirar.
O chão, antes branco, se mostra vermelho, do mais intenso e puro.
Você ri, com lágrimas que não escorrem, transbordam.
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Nova seguidora!
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